segunda-feira, 10 de novembro de 2008

SOL, uma empresa que aposta na flexibilidade



Será que num futuro próximo as empresas vão ser mais flexíveis e investir um pouco mais no desenvolvimento dos seres humanos em vez de apenas explorá-las visando lucro, lucro e mais lucro?

A empresa finlandesa do ramo de limpeza SOL aposta no começo de uma mudança. Sua equipe de funcionários trabalha num regime de bastante liberdade. Esta é uma empresa em que as pessoas trabalham quando querem, e a flexibilidade está sendo altamente testada. Isso é algo que alguns gurus da administração acreditam ser o futuro.

A proprietária da SOL, Liisa Joronen, uma mulher carismática na faixa dos 50 anos, diz que abandonou o estilo tradicional de gerenciamento e hierarquias em favor da motivação das pessoas. Ela trouxe diversão para o local de trabalho num país conhecido por sua inovação na engenharia, mas também pela timidez e introversão das pessoas. Uma das lideres mais extrovertidas das empresas escandinavas, ela veste-se como um girassol e canta nas reuniões de vendas se isso ajudar a equipe. O nome da empresa, SOL, vem do espanhol e o logo tem um sol sorrindo.

As palavras-chave da SOL são liberdade, confiança, objetivos, responsabilidade, criatividade, alegria em trabalhar e aprendizado de longa duração. A criatividade das pessoas fica restrita com a rotina e com os horários tradicionais de trabalho. Quanto mais competitivo o trabalho se torna, mais precisamos de pessoas flexíveis, criativas e independentes, acredita Liisa.

Para ajudar a equipe a se tornar mais independente, Liisa aboliu o território pessoal, como salas e mesas individuais, e organizou uma área comunitária parecida com um clube. É uma área colorida, com árvores, pássaros e uma mesa de bilhar, sofás, arte moderna e cantos com utensílios de cozinha.

Os funcionários sentam-se em qualquer lugar. Não existem secretárias. O chefe faz o café se todos estão no telefone. O escritório pode estar vazio de dia e lotado à noite e fins de semana. Um funcionário da matriz, ansioso por ter aulas de tango no meio da semana, estava trocando tarefas com um colega. A pessoa que supervisiona a limpeza do metrô de Helsinki estava trabalhando em casa.

Liisa costuma dizer aos seus 3.500 funcionários de 25 filiais para matar a rotina antes que a rotina o mate. Nas reuniões motivacionais ela coloca todos para dançar e declara: quanto melhor você pensa que é, melhor você se torna.

Metade do país vê Liisa como uma chefe revolucionária. A outra metade acha que ela é louca.


Você gostaria de trabalhar numa empresa assim? As empresas que apostam na flexibilidade conseguem sobreviver? Será que esta é uma tendência do futuro?

Fonte: adaptação de uma matéria do Financial Times

8 comentários:

MaiNe disse...

Oi Rosana!
Com um povo de origem cultural européia como os finlandeses, pode até ser que isso funcione, mais aqui na terra da "Lei do Gerson" não sei não? Tenho minhas dúvidas acerca dos benefícios desse tipo de flexibilidade na saúde de nossas empresas.
Quanto ao texto do Chopra, também acredito e muito no efeito dessas energias, tanto em nosso organismo, quanto em tudo ao nosso redor.
Por fim, achei que depois de "fechar para balanço" o Mãe Global, você tinha dado um pause na blogosfera e esse novo enfoque com o "Azul Turquesa" ficou muito bom, crianças índigo, sem rumo, explicação do caos, entrei aqui e não queria para de ler, foi uma grata surpresa e já me tornei seu leitor, novamente!
Mahalo!
MaiNe

Jeanne disse...

Tenho certeza que é uma tendência.
mas para conquistar liberdade, o sentimento de RESPONSABILIDADE tem que estar muito mais fortalecido.
O que temos atualmente no Brasil é um sistema paternalista, onde parecemos um bando de cordeirinhos, todos iguais e uniformizados, fazendo as mesmas coisas, e infelizmente, muitos sem nenhuma motivação...
Pra chegar por aqui este sistema, ainda falta muito, mas quem sabe um dia...
Não acho loucura não, acho que ela está à frente de seu tempo.
Beijos

luzdeluma disse...

Estou com a Maine. Aqui no Brasil, esse lance de trabalhar somente quando se quer, sei não! Mas gostaria sim de trabalhar numa empresa como esta, apesar de que, por aqui onde trabalho, tudo é muito flexível. Boa semana!! Beijus

elisabete cunha disse...

Rosana

VC é um sol!

Ilumina com graciosidade!

Obrigada querida!

Vanna disse...

Seria muito interessante se essa moda pegasse, mas já tem gente q não trabalha direito no regime atual, será q conseguiria assumir a responsabilidade d trabalhar sem um horário, sem uma regra fixa? Bom, melhor cuidar d preparar a nova geração p/ esta novidade. rsrs
Abraços, obrigada pelas palavras e bom fim d semana.

Tina disse...

Oi Rosana!

Concordo com a Maine também: isso pode funcional na Europa, aqui não tem jeito. Daqui a uns 100 anos, talvez.

beijos querida e bom fim de semana,

Saramar disse...

É muito interessante esse novo conceito. Imagino, porém, que só funciona para um certo tipo de ocupação que não exige dedicação intensiva.
Mesmo assim, as idéias para melhorar o ambiente (até com pequenos detalhes)são sempre bem vindas.

beijos e muito obrigada.

Grace Olsson disse...

O mais impolrtante é que a Liisa e seus funcionarios sao felizes e eles naod eixamd e ser eficientes por isso.
Eu mesma trabalho na Suécia como fotografa e nem na empresa vou:Se nao tem trabalho naquele dia, o que vou fazer lá?Conversar, fofocar?Perda de tempo...kkk
bjs e dias felzies